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17/02 13h41 2020 Você está aqui: Home / Notícia Emanuel Vital Imprimir postagem

Professores protestam na Alepi contra proposta de reajuste inferior ao previsto pela Lei

Um grupo de servidores da rede estadual de ensino público protestou em frente à Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) na manhã desta segunda-feira (17), mesmo dia em que o Governo do Estado deve encaminhar à Casa a mensagem contendo a proposta de reajuste salarial para a categoria. Em greve desde a semana passada, os trabalhadores discordam do percentual de reajuste oferecido pelo Governo, cerca de 4,17%.

A proposta será levada pelo secretário de Educação, Ellen Gera, e pelo secretário de Governo, Osmar Júnior. Sobre as reivindicações da categoria, o governo já descartou qualquer possibilidade de alterar o valor proposto, entendendo que ele supera o estabelecido pelo piso nacional. Na última sexta-feira (14), representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Estado (Sinte-PI) se reuniram com membros do Legislativo para discutir a proposta.

Participante do encontro, a deputada Teresa Britto (PV) explicou que os 4,17% concedidos de reajuste pelo Estado “representa quase nada o valor que se está pleiteando”. Segundo ela, o Governo está incluindo a gratificação de regência de classe para complementar o piso nacional, por isso o valor concedido está acima do piso. “Na verdade, a regência pode até ser incluída, mas não somada ao salário para que possa complementar o piso nacional e dizer que o que se está oferecendo está acima do que a lei prevê”, explicou a parlamentar.

Até o final da manhã, a mensagem do Executivo com o reajuste salarial ainda não havia sido enviada ao Parlamento. Representantes da oposição já disseram que vão convocar uma audiência pública para a próxima semana para discutir diretamente com as classes o que for proposto.

Quanto à tramitação do projeto na Casa, o presidente da Alepi, deputado Themístocles Filho (MDB) garantiu que ela ocorrerá dentro da normalidade e que a Assembleia está aberta ao diálogo com os servidores. “Eu acho que nunca o Parlamento se negou ao diálogo e não vai ser diferente agora, mas o projeto vai tramitar como todas as matérias de interesse público”, disse Themístocles.

 

G1

 

 


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