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08/01 12h51 2018 Você está aqui: Home / Geral Emanuel Vital Imprimir postagem

Empresários do agronegócio querem plantar maconha no Piauí

A liberação da produção medicinal do óleo do canabidiol pelo governo do Piauí despertou a população sobre o assunto e causou repercussão na imprensa nacional, já que a medida é pioneira em viabilizar tais pesquisas. Isso, segundo a colunista Mônica Bergamo, que escreve para a Folha de São Paulo, fez com que “grandes empresários do agronegócio” demonstrassem interesse em cultivarem a maconha no estado. A nota foi publicada na última sexta-feira (08/01).

“Grupos de empresários do agronegócio no Brasil estão estudando as possibilidades comerciais da plantação de maconha depois que o Estado do Piauí”, diz colunista da Folha de São Paulo (Foto: Reprodução)

Ainda com a jornalista da Folha, os interessados em plantarem a maconha no Piauí conversam com advogados para viabilizarem os trâmites legais do negócio. A discussão principal diz respeito ao fato de somente a Universidade Federal do Piauí (Ufpi) e Universidade Estadual do Piauí (Uespi) estarem autorizadas a produzir a substância.

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA

Grupos de empresários do agronegócio no Brasil estão estudando as possibilidades comerciais da plantação de maconha depois que o Estado do Piauí liberou a produção do óleo do canabidiol, uma das substâncias presentes na planta e que é usada para o tratamento de convulsões. Advogados de São Paulo já foram contratados para verificar os trâmites legais do negócio.

O GOVERNO

Além das instituições de ensino superior, o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) e Fundação de Amparo a Pesquisa do Piauí (Fapepi) também integram as pesquisas. O OitoMeia entrou em contato com o neurocirurgião Francisco José Alencar, superintendente do Ceir e membro do grupo de pesquisadores envolvidos, além de coordenador da reunião com o governador para tratar do assunto.

À reportagem, o médico explicou que o grupo preferiu por divulgações futuras somente após a implantação de uma linha de pesquisa. Em contato com a Fapepi, o presidente Francisco Guedes não se pronunciou por estar em uma reunião. O espaço para o posicionamento do governo está aberto.

CONTRA A EPLEPSIA

O projeto tem um foco primordial no tratamento da epilepsia refratária, doença para a qual os medicamentos atuais têm seus efeitos diminuídos com o passar do tempo. A Anvisa já liberou tratamento também para a espasticidade, efeito que a esclerose múltipla traz ao paciente, na qual a motilidade é perdida. De acordo com os pesquisadores da Uespi, existem outras doenças que estão sendo pesquisadas, mas a que está no momento sendo bastante utilizada é a epilepsia refratária.

O canabidiol é uma substância que não causa dependência, de acordo com Fabrício Amaral, um dos componentes da pesquisa. O professor explica que na epilepsia a substância gera uma diminuição das atividades dos neurônios, e essa diminuição contribui para uma diminuição da excitação cerebral, comum em epiléticos.

 

Oitomeia


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