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A imortalidade. Por; Carlos Rubem

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A imortalidade

Por; Carlos Rubem

Quando concluí o Curso de Direito na velha Salamanca Cearense, em dezembro de 1981, retornei aos meus pagos natalinos com o meu colega Jorge Teles, natural de Nazaré do Piauí, urbe vizinha a Oeiras, no carro dele, um Passat amarelo. Foi uma verdadeira odisseia. Saímos de Fortaleza manhã cedo. Paramos em diversos lugares para conhecer atrativos turísticos. Chegamos à tardinha em Teresina.

Na Cidade Verde havia um motivo especial para pernoitar. Fui rever a minha namorada, Raimunda Carvalho, por quem estava enrabichado, fazia tempo. Trata-se de uma loura, sorriso largo, olhos esverdeados. Hoje, farmacêutica, mora pelas bandas do Pará. A vida encarregou de nos afastar. Há 38 anos que não a vejo!...

Tencionava proseguir viagem na manhã seguinte. Acontece que os pais da Ray, Selemérico e Ester, conterrâneos, gente amiga da minha família, ofereceram-me um almoço. De sorte que só continuei viagem somente à tarde. O Jorge queria me deixar em Oeiras, via Gaturiano, e alcançaria a sua cidade logo a seguir. Achei benevolência demais... Fomos via Floriano, mais perto.

Logo ao descer em Nazaré do Piauí, na estrada que atravessa(va) a zona urbana, um Opala veio em minha direção, foi logo parando. Era o advogado Dr. Moisés Reis com sua família. Ofereceu-me carona à nossa terra-mãe, o que me caiu como uma luva.


No percurso, muito me incentivou a exercer a advocacia o que me deixou deveras empolgado. Naquela época, em Oeiras tinha apenas dois grandes Operadores do Direito: Possidônio Queiroz e Hipólito Reis, rábulas. Ambos bem me orientaram na profissão que abracei. Merecem minha eterna gratidão!

Na noite de hoje (06.02.2020), no Teatro da Assembleia Legislativa, em Teresina, assisti a solenidade de posse do Dr. Moisés Reis como membro da Academia Piauiense de Letras - APL. Ocupa, agora, a Cadeira 28 que tem como patrono Luísa Amélia de Queiroz Brandão. O discurso do empossado foi da mais pura beleza espiritual. A recepção coube ao acadêmico oeirense Dagoberto Carvalho Jr., saudação marcada por evocações telúricas.

Oeiras, depois de Teresina, ao longo da centenária história da APL, é a cidade que mais tem emprestado filhos seus para compor o seleto e ilustre quadro da "Casa de Lucídio Freitas".


Se não tivesse morrido, quem ficaria muito feliz com o ingresso do citado conterrâneo na APL, seria o Sr. Hipólito Reis, pai do novo imortal. Um varão de Plutarco!

A glória de um filho pertence primeiro à mãe. Oeiras se ufana com a imortalidade do Dr. Moisés Reis!

 

 

 

 






Fotos: Carlos Rubem


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